Edgar P. Jacobs, mais conhecido por ter criado a genial HQ Blake e Mortimer.

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Edgar P. Jacobs (Bruxelas, 30 de março de 1904 – 20 de fevereiro de 1987), autor belga, nascido em Bruxelas, mais conhecido por ter criado a genial HQ “Blake e Mortimer”.

Para os quadrinhos, que o tornaram famoso, trouxe o dramatismo, a teatralidade e a grandiosidade da ópera que tanto admirava (e onde chegou a participar como cenógrafo e barítono). A par dela, alimentou o gosto pelo desenho, o que lhe valeu um emprego na revista “Bravo”, onde, durante a Segunda Guerra Mundial, devido ao embargo alemão às HQs norte-americanas, teve que concluir a história de “Flash Gordon” que estava em publicação. Logo de seguida, criaria “O Raio U” (1943), primeira experiência a sério nos quadrinhos, onde eram notórias as influências daquele herói de ficção-científica criado por Alex Raymond.

Durante esse período, Jacobs pintou os cenários para uma peça teatral chamada “Tintin aux Indes”, durante a qual Van Melkebeke o apresentou a Hergé, de quem se tornou próximo, e que posteriormente o convidou a colaborar na modernização das primeiras aventuras de “Tintin”, tendo em vista a sua edição a cores, e com quem chegou mesmo a trabalhar na criação de novas histórias.

Após o fim da guerra, desentendimentos devido à não inclusão do seu nome nos álbuns levaram-no a deixar o estúdio de Hergé e a optar por uma carreira solo, iniciada no número inaugural da revista “Tintin”, a 26 de setembro de 1946, onde assinava “O segredo do espadão”, primeira aventura da série de ficção científica protagonizada pela dupla constituída por Francis Blake, oficial dos serviços secretos britânicos, e Philip Mortimer, cientista renomado mas também homem de ação.

Segiu-se uma versão ilustrada de “A guerra dos mundos” (1947), de H. G. Wells, e, até 1970, mais sete histórias de “Blake e Mortimer”, traçadas numa linha clara pormenorizada e realista, que totalizariam 11 álbuns, entre os quais “A marca amarela”, considerado por muitos um álbum quase perfeito, e “O enigma da Atlântida”, em que Blake e Mortimer descobrem no subsolo dos Açores os sobreviventes da Atlântida, que fizeram de Jacobs um dos mais apreciados autores franco-belgas de quadrinhos.

Quando a morte o encontrou, a 20 de fevereiro de 1987, vítima da doença de Parkinson, trabalhava no segundo tomo de “As três fórmulas do Professor Sato”, que deixou esboçado e parcialmente desenhado.

De acordo com a sua vontade, a sua morte não implicou igual destino para Blake e Mortimer, tendo sido aquele álbum terminado por Bob de Moor, em 1990. A partir de 1996, outras equipas, seguindo de perto as bases lançadas por Jacobs, deram nova vida aos seus heróis.

Edgar P. Jacobs faleceu em 20 de fevereiro de 1987.

(Fonte: http://www.guiadosquadrinhos.com/artista – Edgar P. Jacobs – Postado por Antônio Luiz Ribeiro – 09/03/2011)

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