Artista plástico e escultor
Escultor era conhecido pela série que batizou de ‘quadrúpedes’, peças de ar fantástico
Florian Raiss (Rio de Janeiro, RJ, 8 de maio de 1905 – zona oeste de São Paulo, 26 de março de 2018), desenhista, pintor e escultor carioca de ascendência alemã.
Importante nome da arte contemporânea brasileira, Raiss ficou conhecido por suas esculturas em bronze, argila e baixo esmalte, nas quais mostrava seus quadrúpedes – seres humanos em quatro apoios – caminhando em alguma direção, rumo ao futuro incerto.
Estas esculturas, em especial, mostram o lado animalesco de homens e mulheres por meio de suas linhas fortes, com braços e pernas roliças e olhos profundos, geralmente colocados em contraponto com uma de suas mãos carregando uma flor, cheirando-a, ou então estendendo o dedo indicador.
Em suas obras é nítido também o cunho erótico e mítico, onde sereias e centauros aparecem em pinturas e desenhos num mundo onírico. Em um de seus depoimentos, o artista explica como esculturas e o desenho estão ligados: “O desenho me levou à escultura, que surgiu como uma necessidade, como uma vontade de materializar figuras que eu tinha em mente”.
Nascido em maio de 1955, no Rio de Janeiro, o artista estudou na Accademia di Belle Arti di Firenze (Academia de Belas Artes de Florença) entre 1973 e 1974 e ingressou, nesse mesmo ano, na Accademia di Belle Arti di Roma (Academia de Belas Artes de Roma), onde permaneceu até 1975. Estudou desenho no México entre 1975 e 1977, com Gilberto Aceves Navarro, na Academia de San Carlos da Universidad Nacional Autónoma de México.
Participou de diversas exposições coletivas no Brasil e no exterior (Alemanha, Suécia, Venezuela, Holanda, Portugal e Estados Unidos), com destaque para mostras “MAM na OCA, Arte Brasileira do Acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM/SP”, em 2006 e “Modernos, Pós-Modernos, 80/90”, em 2007, no Instituto Tomie Ohtake, também em São Paulo.
Baseado em São Paulo há anos, ele dava aula regulares de escultura e modelagem para Silvana Tinelli e Teresa Fittipaldi, entre outros.
A TRAJETÓRIA DE RAISS
Nos anos 70, Raiss deixou o Brasil para estudar na Itália. Entre 1973 e 1974, frequentou aulas na Academia de Belas Artes de Florença. Depois, seguiu para Roma. Depois da temporada européia, seguiu para o México, onde estudou desenho na Academia de San Carlos da Universidade Nacional Autônoma (Unam).
A última individual do artista aconteceu em 2015, na galeria Lume. A mostra era composta por 262 obras, dentre azulejos, desenhos e esculturas. Havia na seleção peças inéditas, fruto da sua produção mais recente. Os trabalhos do artista estão nas coleções do Mam e Museu Afro Brasil, dentre outras instituições.
Florian Raiss morreu em 26 de março de 2018 em decorrência de uma parada cardíaca no Hospital das Clínicas, zona oeste de São Paulo. Hospitalizado há duas semanas devido a um problema renal, o artista não resistiu a complicações e morreu na madrugada.
(Fonte: Zero Hora – ANO 54 – Nº 19.048 – 29 de março de 2018 – TRIBUTO / MEMÓRIA – Pág: 51)
(Fonte: https://vejasp.abril.com.br/cidades – CIDADES / Por Tatiane de Assis – 26 mar 2018)
(Fonte: https://casaclaudia.abril.com.br/profissionais – PROFISSIONAIS / Por Helena Tarozzo e Isabella Purkote – 27 mar 2018)