Marilene Dabus, primeira mulher a cobrir futebol no Brasil
“A moça do Flamengo”, como ficou conhecida no fim dos anos 60, foi assessora, setorista e Vice-Presidente de Comunicações do clube
Foi pioneira do jornalismo esportivo
Flamenguista, foi a 1ª repórter feminina do futebol
‘Moça do Flamengo’, foi a 1ª repórter feminina do futebol
Marilene Dabus fez a primeira entrevista com o Zico quando ninguém ainda o conhecia
A jornalista Marilene Dabus (Caxambu, Minas Gerais, 14 de janeiro de 1940 — Rio de Janeiro, 17 de janeiro de 2020), foi a primeira mulher a cobrir futebol no Brasil. A “Moça do Flamengo”, como era conhecida, se destacou no jornalismo no fim da década de 60, participando de um programa de conhecimentos sobre o Flamengo. Com a grande maestria que teve na TV Tupi, a jornalista foi chamada para ser setorista do clube no jornal “Última Hora.”
Após o grande sucesso no jornalismo, Marilene Dabus ficou conhecida por se tornar a primeira mulher na imprensa brasileira a cobrir futebol e uma das principais setoristas do Flamengo.
Marilene foi vice-presidente de comunicação do clube na década de 70. A Moça do Flamengo foi fundamental para o crescimento da torcida nos anos 80. A ideia de chamar o centro de treinamento George Helal também foi dela.
Marilene apareceu para o jornalismo em 1969, em meio a um mercado machista, ao participar de um programa de conhecimentos sobre o Flamengo na TV Tupi. Com o sucesso, assumiu posto de setorista do clube no jornal “Última Hora”.
Marilene de Aparecida Dabus nasceu em 14 de janeiro de 1940, em Caxambu, Minas Gerais, mas era carioca de coração. Ela foi notada pela primeira vez ao participar de um programa de perguntas e respostas na extinta TV Tupi, em 1969, onde respondeu diversas questões sobre o rubro-negro carioca. Logo em seguida, foi convidada por Danuza Leão, mulher de Samuel Wainer, dono do jornal Última Hora, para estrear no veículo como setorista do time.
A história da jornalista ficou ainda mais forte com a do Flamengo em meados dos anos 70. Próxima a Márcio Braga, integrou a “Frente Ampla pelo Flamengo” e assumiu cargo de Vice-Presidente de Comunicações do clube, sendo responsável por estratégias que contribuíram para o crescimento da torcida nos anos 80.
Foi de Marilene a ideia de apelidar o centro de treinamento de Vargem Grande de “Ninho do Urubu”. Como homenagem, o clube batizou a sala de imprensa da Gávea com seu nome.
Em dezembro de 2019, Marilene Dabus lançou sua autobiografia, “A Moça do Flamengo“, em parceria com o escritor e jornalista Marcos Eduardo Neves.

A MOÇA DO FLAMENGO
SINOPSE
Primeira mulher repórter a cobrir futebol no Brasil, Marilene Dabus desbravou um universo até então machista. Ela despontou em 1969, quando aceitou participar de um programa de conhecimentos na TV Tupi respondendo exclusivamente questões relativas à sua maior paixão, o Flamengo. “Foi um sucesso na época. Nas ruas, as pessoas me viam e apontavam: “Olha lá a moça do Flamengo!”.
Na crista da onda, Marilene foi convidada por Samuel Wainer, dono do Última Hora, para ser setorista do Flamengo. Trabalhou na redação do jornal com nomes como Nelson Motta, Alberto Dines e Maneco Muller.
Ainda no primeiro ano como repórter, foi processada pela direção do Flamengo por causa de uma matéria polêmica. Teve um affair com um zagueiro uruguaio do time, razão pela qual pediu para ser afastada do dia a dia da Gávea, passando a cobrir a seleção brasileira que o técnico João Saldanha preparava para a Copa do Mundo do México.
Participou de vários programas de TV até retornar ao CRF em meados da década de 70. Chamada para integrar a FAF (Frente Ampla pelo Flamengo), partiu dela o convite para que Marcio Braga se candidatasse à Presidência. O que aconteceu a partir de então já é lenda. O Flamengo modernizou sua gestão e apresentou ao mundo um dos maiores times de todos os tempos, liderado por Zico – por sinal, Marilene escreveu a primeira matéria que saiu na imprensa sobre o Galinho de Quintino.
Mulher à frente de seu tempo, coube a levar o despacho judicial que possibilitou aos clubes brasileiros receberem pelos direitos de transmissão dos seus jogos, hoje a maior receita do futebol nacional. Foi responsável por estratégias e iniciativas de comunicação que contribuíram para o rubro-negro carioca alavancar sua torcida, tendo exercido, inclusive, o cargo de Vice-Presidente de Comunicações do clube nos anos 80.
Fosse pouco, Marilene Dabus criou o ‘Baile do Vermelho e Preto’, a primeira boutique do Flamengo e, mais recentemente, apelidou o CT de Vargem Grande de “Ninho do Urubu”. Não à toa, seu nome batiza a sala de imprensa da Gávea.
Marilene Dabus faleceu aos 80 anos nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro, vítima de um câncer.
Antes da estreia do Flamengo no Campeonato Carioca contra o Macaé, às 16h (de Brasília), no Maracanã, em 17 de janeiro de 2020, foi respeitado um minuto de silêncio em homenagem à jornalista.
(Fonte: https://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia – FUTEBOL / TIMES / FLAMENGO / NOTÍCIA – Por GloboEsporte.com — Rio de Janeiro – 17/01/2020)
(Fonte: https://colunadofla.com/2020/01 – Coluna do Fla / DESTAQUE / NOTÍCIAS – 17/01/2020)
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2020/01 – COTIDIANO / Por Patrícia Pasquini – 27.jan.2020)
(Fonte: https://esporte.ig.com.br/futebol/2020-01-17 – FUTEBOL / ESPORTE / Por Agência O Globo – 17/01/2020)
(Fonte: https://www.travessa.com.br – Livros > Literatura e Ficção > Biografias e Memórias)