Inglês Peter Warr, foi ex-chefe de Ayrton Senna na Lotus
Peter Warr (Kermanshah, Irã, 18 de junho de 1938 – Sainte-Foy-la-Grande, França, 4 de outubro de 2010), ex-chefe e ex-dirigente inglês da equipe da Lotus, Wolf e Fittipaldi.
O inglês, que também teve passagem pela Wolf e pela Fittipaldi, foi um dos principais responsáveis pela contratação do tricampeão mundial.
O dirigente assumiu a famosa equipe inglesa em 1982, após a morte do lendário dono Colin Chapman. Ele foi o principal responsável pela contratação de Ayrton Senna após a temporada de 1984, quando se destacou na Toleman. O brasileiro ficou na equipe até 1987.
Mais tarde, volta para a Lotus e é a partir dali que entra no departamento de competição. A partir de 1970, substitui Andrew Ferguson e tornou-se no “numero dois” da Lotus, numa altura em que a equipe estava no topo do pelotão na categoria máxima do automobilismo. Assistiu à glória e tragédia de Jochen Rindt, em 1970, ao nascimento e consagração de Emerson Fittipaldi como um dos melhores pilotos da sua geração, em 1972, e logo a seguir à chegada de Ronnie Peterson à equipe. Todos eles corriam a bordo do modelo 72, provavelmente um dos melhores chassis da história do automobilismo.
Warr era ex-militar da Grã-Bretanha, quando decidiu ingressar na carreira do automobilismo. Começou na Lotus em 1958, aos 20 anos, e disputou a Fórmula Júnior. Mas sua principal contribuição para o esporte veio quando foi convidado pelo fundador da Lotus, Colin Chapman para se tornar dirigente, em 1969.
Warr era um oficial da Guarda Real da Grã-Bretanha quando se aventurou no automobilismo. Em 1958, com apenas 20 anos, ele começou a trabalhar na fábrica da Lotus, na cidade de Hornsey. Ele chegou a participar de provas de turismo e da Fórmula Júnior. Chegou a vencer o GP do Japão de 1963 em um Lotus 23, um carro-esporte. Foi convidado por Chapman em outubro de 1969 para trabalhar e ajudar na administração da equipe de Fórmula 1.
Na década de 1970, ele comandou o departamento de projetos e ajudou a criar o Lotus 77, primeiro carro com efeito-solo da Fórmula 1. No fim do ano, acabou se mudando para Wolf e, mais tarde, passaria pela equipe Fittipaldi.

Ayrton Senna e Peter Warr conversam nos boxes da Lotus na temporada de 1985 (Foto: Divulgação)
Warr fechou um contrato com a Renault para o fornecimento de motores em 1983 e contratou Ayrton Senna no fim de 1984, após o destaque do brasileiro na Toleman. O futuro tricampeão venceria sua primeira corrida pela equipe na segunda prova de 1985, no GP de Portugal. O inglês deixou a equipe em 1989, após um difícil início de ano. Mais tarde, ele trabalharia para a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e o Clube Britânico de Pilotos de Corridas (BRDC).
Além de Senna, o inglês comandou outros dois brasileiros. Em 1972, levou Emerson Fittipaldi à conquista do título mundial, quando o brasileiro disputava apenas seu segundo ano na principal categoria do automobilismo e em 1987, depois de Senna ir para a McLaren, contratou Nelson Piquet.
Peter Warr tinha o hábito de pedir aos pilotos um exemplar dos seus capacetes. Com o tempo, acumulou uma impressionante coleção que o colocou a leilão em 1996, que rendeu quase meio milhão de dólares. Depois retirou-se para a sua casa de França, a gozar o resto dos seus dias.
Peter Warr, de 72 anos, faleceu em 4 de outubro de 2010, após sofrer um ataque cardíaco. Curiosamente, ele morre no mesmo dia em que Emerson Fittipaldi venceu o seu primeiro Grande Prêmio na Formula 1, em Watkins Glen.
– Perdi um grande amigo, que foi chefe da Lotus quando Colin Chapman comandou a equipe. Mas a perda de Peter Warr, que morreu na segunda-feira de ataque cardíaco, será sentida pelas milhares de pessoas que o conheciam. Ele me ajudou a tornar a Fórmula 1 o que é hoje. Obrigado – diz Bernie Ecclestone, em comunicado publicado no site oficial da categoria.
(Fonte: http://globoesporte.globo.com/motor/formula-1/noticia/2010/10 – MOTOR / FÓRMULA 1 / NOTÍCIA / Por GLOBOESPORTE.COM Londres – 05/10/2010)
(Fonte: https://extra.globo.com/esporte – ESPORTE / Por