Russell Frank Weigley (Reading, Pensilvânia, 2 de julho de 1930 – Filadélfia, Pensilvânia, 3 de março de 2004), professor e historiador militar americano, autor de um livro clássico sobre a era que teria supostamente terminado com a derrota francesa de 1815, “A Era das Batalhas”, “A Busca da Guerra Decisiva, de Breitenfeld a Waterloo”, de 1991.

Pintura retratando o sargento britânico Charles Ewart arrebatando o estandarte tricolor das mãos de um soldado francês na Batalha de Waterloo
(Foto: Wikicommons / Reprodução)
O período começaria durante a guerra dos “Trinta Anos” (1618-1648), que devastou boa parte da Europa, e terminaria com o fim da epopeia napoleônica – que fez praticamente o mesmo.
Russell Weigley foi professor da Universidade de História na Universidade de Temple, na Filadélfia, Pensilvânia e um historiador militar.
A derrota do imperador francês Napoleão Bonaparte (1769-1821) na batalha de Waterloo, a mais importante batalha do século 19, terminou mais de duas décadas de guerra na Europa e ao redor do mundo. Até o Brasil foi decisivamente afetado, com a migração da família real portuguesa ao Brasil em 1808.
Mas aquela que é considerada uma das mais decisivas batalhas de todos os tempos, talvez tenha significado o fim de uma era ou o começo de outra. Waterloo foi aquilo pelo que entrou para a história – a derrota definitiva de Napoleão.
“A guerra entre 1631 e 1815 girava em torno de batalhas em grande escala porque nessa era, mais do que em qualquer outra, circunstâncias econômicas, sociais e tecnológicas permitiram concentrar massas de dezenas de milhares de soldados em um único campo para o teste da batalha”, escreveu Weigley.
Ele demonstrou em sua obra seminal, nada havia de decisivo nas batalhas que costumavam ser chamadas de “decisivas”. Seus custos materiais e humanos não diferem muito do que acontecia antes e depois.
“Essa indecisão tomou formas diferentes nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial ou dos raides guerrilheiros e contra-raides do Vietnã”, afirmou Weigley.
Apenas o drama intrínseco a uma grande batalha distraía a atenção para a sua falta de decisão. Afinal, Waterloo aconteceu depois de duas décadas de conflito incessante.
Explicar a batalha sempre foi popular entre historiadores militares. Essa campanha, 35 quilômetros ao sul de Bruxelas, na Bélgica foi fatal a Napoleão, e numerosos são os historiadores que procuraram as razões dessa derrota.
Como outros episódios da turbulenta história europeia, o confronto final nas imediações de Waterloo entre o exército francês, comandado pelo imperador Napoleão Bonaparte, e as forças britânicas e prussianas da Santa Aliança, em 18 de junho de 1815, é controverso.
Embora poucos questionem a ideia de que o general corso tenha sido derrotado em Waterloo, essa visão tem sido contrabalançada nos últimos tempos por uma revalorização do papel do homem que chegou à batalha sob os gritos de “longa vida ao imperador”. Na noite de 18 de junho, ele se retirou para Paris, para logo abdicar e ser exilado.
Quando morreu, em 1821, era de longe o cidadão mais célebre da Europa. Quanto aos vencedores, o Duque de Wellington tornou-se um dos primeiros-ministros mais detestados da Grã-Bretanha, e o marechal Gebhard von Blücher continuou merecendo as palavras que muito tempo antes lhe dedicara o rei prussiano Frederico, o Grande (“O capitão Von Blücher pode ir para o diabo”).
Até mesmo o local em que se deu o grande acontecimento é alvo de polêmica. Embora a história tenha gravado o nome de Waterloo, onde Wellington estabeleceu seu quartel-general, os combates de 1815 ocorreram nas imediações.
Em 18 de junho de 1815, acabava o império de um dos principais estrategistas militares da história, o francês Napoleão Bonaparte (1769-1821). Em seu auge, o império napoleônico ocupou boa parte da Europa, acumulando quase um terço da população do continente.
A queda de Napoleão aconteceu na Bélgica, no episódio conhecido como Batalha de Waterloo. Depois de retomar o poder por mais de três meses, no período chamado de Governo dos Cem Dias, Waterloo marcou o fim da carreira política de Napoleão.
(Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2015/06/1644390- MUNDO – Ricardo Bonalume Neto, de São Paulo – 18/06/2015)
(Fonte: http://educacao.uol.com.br/noticias/2015/06/18 – EDUCAÇÃO – CURIOSIDADES – Do UOL, em São Paulo – )
(Fonte: Zero Hora – ANO 52 – N° 18.145 – NOTÍCIA – Bicentenário de Waterloo – )


